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| Autor: Camila Baltrusch |
| Jogo certo com os games |
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Jogo certo com os games
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| Sakaue: "É importante gostar da atividade que escolher" |
Como muitos brasileiros descendentes de japoneses, Eduardo Minoru Sakaue, 35 anos, arrumou as malas e foi para o Japão, em 1991, com o objetivo de juntar dinheiro e investir no Brasil. Voltou ao País com uma poupança razoável e uma grande idéia na cabeça. Fruto de muita determinação, hoje ele é dono da locadora de games, a Point Games (www.pointgames.com), no bairro do Morumbi, em São Paulo. A loja oferece serviços de locação e vendas de jogos para videogames domésticos, acessórios, internet e jogos por rede. São cerca de duas mil locações mensais.
A idéia de investir nesse setor surgiu no Japão, quando conheceu o bairro de Akihabara, em Tóquio, famoso por seus produtos eletrônicos. “Vi o quanto as pessoas se interessavam por games. Percebi que isso ainda iria ser um bom negócio no Brasil”, lembra.
Sakaue voltou ao Brasil, em 1993, e não perdeu tempo. Deixou os receios de lado, e em um mês já estava com as portas de seu negócio abertas. “É muito importante a pessoa voltar ao Brasil com uma idéia pronta do que pretende fazer. Assim não há perda de tempo e dinheiro”, aconselha. “E o mais importante de tudo é gostar do que se faz”, completa ele, um apaixonado por games. Outro incentivo que Sakaue teve foi de um amigo que também entrou no setor de games e se deu bem.
Técnico em eletrônica, Sakaue foi funcionário de uma empresa de eletricidade na cidade de Chiba. Trabalhava no período noturno durante 8 horas todos os dias. Além das longas jornadas e da vida longe de parentes e amigos, Sakaue foi obrigado a aprender o japonês. “Foi difícil, mas tudo que eu passei lá me fez sentir mais confiante, maduro e resistente para montar um negócio”, afirma.
Sakaue conseguiu economizar cerca de 25 mil dólares, que foram suficientes para abrir a locadora. Hoje, segundo o empresário, quem deseja entrar nesse ramo tem de ter, no mínimo, R$ 60 mil. “Não basta ter só o capital necessário para abrir o negócio. É preciso também ter um fundo de caixa para que o empreendedor possa crescer”, aconselha.
Satisfeito com os negócios, Sakaue recomenda esse setor para quem gosta de games. “Porém, não é fácil como muitos pensam. O empreendimento é lucrativo, mas é necessário estar sempre bem informado sobre a área, trazer novidades para os clientes e trabalhar muito. É por isso que tem de gostar da área”, explica.
Dá expediente de 12 horas por dia na loja, mas pensa em negócios 24 horas. “Patrão trabalha mais que os funcionários e não tem férias”, avisa.
Veja as dicas de Sakaue para quem pretende voltar para o Brasil e montar um negócio:
1. Identificação com o negócio “O mais importante é fazer o que gosta. Assim você acaba sempre renovando e modernizando sua empresa. Você procura novidades na sua área por prazer e não por ser obrigação”.
2. Trabalhar bastante “Quem pretende abrir um negócio precisa ter isso na cabeça, se envolver com tudo na empresa”.
3. Determinação “Começar a pesquisar o negócio que se pretende montar já lá no Japão, e voltar para o Brasil decidido o que fazer”.
4. Vencer o receio “Não demorar muito para decidir investir, porque senão você acaba gastando todo dinheiro e é obrigado a voltar para o Japão”. |
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