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| Autor: Redação |
| Brasil é o paraíso da pesca esportiva |
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Brasil é o paraíso da pesca esportiva
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| Acredite. Nos rios podem ser fisgados peixes de até 30 quilo |
A pesca esportiva é uma das grandes atrações de lazer e turismo no Brasil. Ecologicamente correto, o esporte destina momentos de prazer aos seus praticantes, que respeitam a natureza e a preservação das espécies de peixes. A preocupação é tamanha que, entre as várias modalidades da pesca, a que apresenta a maior taxa de crescimento é justamente a “Catch & Release”, que consiste basicamente em pescar e soltar. O prazer está em sentir a emoção da luta, da briga. Uma vez vencido, o peixe é devolvido ao seu habitat para que não se altere o ecossistema do local.
O Brasil é um dos poucos países do planeta que reúnem todos os requisitos para a prática da pesca esportiva. Por isso mesmo, cada vez mais a modalidade vem atraindo turistas do exterior, que ficam fascinados com a variedade e o tamanho das espécies existentes tanto de água doce quanto salgada. Os melhores locais dispõem ainda de infra-estrutura hoteleira de padrão internacional.
Conheça a seguir os melhores locais para pesca esportiva no Brasil.
Amazônia
A Amazônia é o novo e mais procurado destino dos amantes da pesca esportiva pela variedade das espécies, tamanho dos peixes, alguns com 30 quilos, e o cenário paradisíaco formado pela maior área verde do planeta. Além de contar com uma janela para o Oceano Atlântico, a região possui uma imensa bacia hidrográfica de invejável biodiversidade. O clima de aventura e mistério que envolve os rios da Bacia Amazônica atrai principalmente turistas estrangeiros, que chegam fascinados pela região que abrange os Estados do Amazonas, Pará, Amapá, Acre, Mato Grosso, Rondônia e Roraima.
A Embratur (Empresa Brasileira de Turismo, órgão vinculado ao Governo Federal) também aposta firme nesse novo setor e está investindo no Programa Nacional de Desenvolvimento da Pesca Amadora (PNDPA), com o objetivo de preparar guias-piloteiros (que dirigem barcos para os pescadores) e melhorar cada vez mais a infra-estrutura turística nas regiões de maior potencial.
3.000 espécies de peixes de água doce
Apesar da extensão da costa brasileira, o grande filão da pescaria no País é a água doce. Este é o grande diferencial em relação às outras nações. A bacia hidrográfica amazônica possui a maior diversidade de peixes do mundo: entre 2.500 e 3 mil espécies. Destas, jaú, surubim, cachorra, matrinxã, piranha e tambaqui são alguns dos mais cobiçados “troféus” da região. Mas a lista dos preferidos dos turistas-pescadores é encabeçada por um peixe que não é tão difícil de fisgar, mas que é bom de briga: o tucunaré, dono de reputação mundial por ser valente e lutador, ideal para os esportistas.
Na opinião de especialistas, a região conta com outro trunfo: a presença dos melhores hotéis de selva do planeta. Nessa lista está, por exemplo, o Rio Negro Lodge, considerado uma das cinco melhores estruturas de pesca do mundo.
Existem também os barcos-hotéis de luxo que oferecem cabines duplas confortáveis com banheiro privativo, ar-condicionado, restaurante, bar e televisão com vídeo-cassete.
Rios Translúcidos
A maioria dos programas de pesca esportiva é realizada nos afluentes do Amazonas, como Madeira, Negro, Uatumã, Xingu, Trombetas e Tapajós. Os três últimos são rios de águas tão transparentes ao ponto de permitir aos pescadores observar os peixes atacando as iscas no fundo.
Veja a seguir algumas das espécies de peixe mais cobiçadas dos rios da Amazônia:
Tucunaré É considerado símbolo da pesca esportiva no Brasil. Sua voracidade é tamanha que ele é capaz de atacar anzóis mesmo sem isca. Vários tipos de tucunaré freqüentam os rios da Amazônia. Têm como características em comum a pele amarelada e um circulo no rabo semelhante a um olho. Atingem cerca de 1,20 m de comprimento e até 15 a 16Kg. É um dos peixes que proporcionam as mais emocionantes brigas na pesca esportiva. A dica para pescá-lo é manter a isca artificial em movimento, pois o peixe chega a beliscá-la de 4 a 5 vezes antes de ser fisgado.
Piraíba É considerado o maior peixe de águas interiores do Brasil. Seu peso pode ultrapassar os 300 kg e seu tamanho gira em torno de 2 metros. Até os 60 quilos é chamado nativamente de “filhote”. Quando ultrapassa este peso recebe o nome definitivo de Piraíba. Na idade adulta, apresenta cor bronzeada com ventre um pouco mais claro; possui longos barbilhões e cabeça achatada.
Cachorra O nome popular é um homenagem aos seus caninos bem grandes. Os grandes exemplares chegam a 1,20 m e um pouco mais de 15 kg.
Pantanal
O Pantanal disputa com a Amazônia a preferência dos turistas pela pesca esportiva. A região é também um dos mais belos santuários ecológicos do Brasil, composto por cenários deslumbrantes, fauna riquíssima e, claro, grande variedade de peixes. Trata-se de um sonho de qualquer pescador – não importa se amador ou profissional – praticar a pesca em um refúgio natural como o Pantanal, que ocupa grande parte dos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Nesse variado ecossistema, que ocupa nada menos que 230 mil km² de área alagada, vivem mais de 1.500 espécies de animais e cerca de 600 só de aves. A bela paisagem local permite ao turista o convívio próximo a capivaras, pacas, jacarés, entre outros animais selvagens.
Mas, apesar da vocação ecológica, a pesca esportiva é que tem atraído os turistas do Brasil e do exterior. Segundo a Secretaria de Turismo de Mato Grosso do Sul, dos 300 mil turistas, em média, que desembarcam anualmente no Pantanal, 270 mil são pescadores, incluindo estrangeiros.
Peixes cobiçados As principais espécies da região são pacu, pintado (cachara ou surubim), cachorra, jaú e piauçu (sem contar o dourado, o mais cobiçado). Isto apenas quando se fala dos peixes prediletos para captura. Já foram catalogadas na região mais de 260 espécies. Mas o trabalho realizado por cientistas permite identificar, a cada ano, pelo menos mais seis tipos diferentes. Um farto prato para os ávidos pela pesca.
Regras estipulada
A regra básica de pescaria esportiva no Pantanal é respeitar os limites estabelecidos: são 25 quilos por pescador, mais um exemplar. Seja turista ou não, o pescador precisa obter também uma licença para a pesca, no caso a estadual, que é exigida pela administração de cada Estado (Mato Grosso ou Mato Grosso do Sul).
Veja a seguir a lista dos peixes mais cobiçados do Pantanal:
Dourado Chamado de "o rei do rio", o peixe pode atingir até 17 Kg quando adulto. Ao ser fisgado, salta e briga ferozmente, o que rende momentos emocionantes ao pescador. A melhor época para pescá-los se inicia quando as águas começam a baixar. É um excelente nadador que prefere as águas limpas, claras e de corredeira intensa. Bagre É um peixe relativamente pequeno, mais apreciado pela saborosa carne. Chega a dois quilos, não ultrapassando de 30 cm. Seus ferrões provocam ferimentos, motivo este o qual não se pode pegá-lo com as mãos desprotegidas. Jaú É um peixe de couro, que pode pesar até 120 kg. É considerado um dos maiores do rio. Recomenda-se ao pescador o uso de material pesado e iscas como o tuvira, o jeju, o minhocuçu, o muçum, cascudos, ou peixes pequenos e vivos tipo traíra, piaus e piabas. Seu tamanho máximo chega a 1,3 m com 100 kg de peso, mas há relatos da existência de jaús com até 180 kg. Pintado Assim como o jaú, o pintado também é um grande peixe de couro, que pode chegar até a 65 kg. Prefere as águas mais calmas e para pescá-lo, deve-se ficar antes ou depois das corredeiras. As iscas brancas e vivas são as mais recomendadas. É um peixe famoso também pela sua carne saborosa. Piranha Não há como questionar a fama internacional desta espécie. Algumas regiões do Pantanal podem ser mesmo perigosas devido à grande concentração desta espécie. As piranhas podem ser encontradas durante o dia até o entardecer. É um peixe astuto e audacioso. Ao menor sinal de sangue se reúne a outros da mesma espécie, prontos para devorar o que quer que seja. É necessário muito cuidado para não se ferir. Possui escamas, atinge no máximo 35 cm, e não passa dos 4 quilos. |
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